A ressonância em química é uma ferramenta usada para representar certos tipos de estruturas moleculares. A ressonância molecular é um componente chave na teoria da ligação covalente e a sua manifestação aumenta quando existem ligações duplas ou triplas em moléculas.
Sempre que em uma fórmula estrutural for possível mudar a posição dos elétrons sem mudar a dos átomos, a estrutura não será nenhuma das estruturas obtidas, mas sim um híbrido de ressonância daquelas estruturas.
O fenômeno da ressonância ocorre quando um composto pode ser representado por duas ou mais fórmulas estruturais, mudando a estrutura dos elétrons que fazem parte da ligação mas sem mudar a posição para os núcleos dos átomos. Assim, a estrutura mais provável é de um híbrido resultante da combinação de todas as possíveis estruturas que descrevem o composto.
Sendo assim, cada uma das estruturas possíveis do composto é chamada de estrutura ressonante ou canônica, mas são modelos, já que a estrutura da molécula em si não pode ser representada por uma configuração mais simples que indique a menor entalpia e a maior estabilidade da espécie química.
Um exemplo é o Benzeno, cuja estrutura pode ser vista como na imagem abaixo:

As estruturas da esquerda e da direita representam formas canônicas do fenômeno da ressonância do Benzeno. Sua estrutura não é uma e nem outra, mas algo intermediário entre elas.
Não podemos afirmar que a estrutura do Benzeno é esta ou aquela, porque não há oscilação entre essas estruturas. Também não podemos dizer que o Benzeno consiste de certo número de moléculas de um jeito e um determinado número de moléculas de outro jeito, mas sim, que consiste inteiramente de uma estrutura intermediária. Ou seja, a verdadeira estrutura do Benzeno é ideal e não é possível representar. Esta estrutura intermediária e suas propriedades não necessariamente são as médias aritméticas daquelas estruturas canônicas.
Nos dias atuais, o Benzeno é representado em forma de orbitais moleculares, com um círculo inteiro no hexágono indicando a ressonância.




